Introdução
E se amanhã sua empresa perdesse todos os dados? Servidor destruído por um curto-circuito, ransomware criptografando tudo, enchente no escritório ou um funcionário apagando arquivos críticos por acidente. Parece improvável até acontecer.
Um plano de recuperação de desastres (DRP, Disaster Recovery Plan) é o documento que define exatamente o que fazer quando o pior acontece. Empresas sem DRP levam, em média, 5 a 10 vezes mais tempo para retomar as operações e 40% nunca se recuperam totalmente.
Conceitos fundamentais
RPO (Recovery Point Objective)
Quanto de dados sua empresa aceita perder. Se o RPO é de 1 hora, significa que o backup deve ser feito pelo menos a cada hora. Se for de 24 horas, backup diário é suficiente.
RTO (Recovery Time Objective)
Quanto tempo sua empresa aceita ficar parada. Se o RTO é de 4 horas, toda a infraestrutura crítica deve ser restaurada em até 4 horas após o incidente.
BIA (Business Impact Analysis)
Análise que identifica quais sistemas são críticos, quanto custa cada hora de indisponibilidade e quais processos têm prioridade de recuperação.
Etapas para montar o plano
1. Identifique os sistemas críticos
Liste todos os sistemas e classifique por prioridade:
- Prioridade 1: ERP, e-mail, internet, servidor de arquivos
- Prioridade 2: CRM, telefonia, sistema de ponto
- Prioridade 3: sistemas departamentais, ferramentas internas
2. Defina RPO e RTO para cada sistema
| Sistema | RPO | RTO |
|---|---|---|
| E-mail (nuvem) | Zero (provedor) | 1 hora |
| Servidor de arquivos | 4 horas | 4 horas |
| CRM | 24 horas | 8 horas |
| Site corporativo | 24 horas | 24 horas |
3. Implemente as soluções técnicas
- Backup local + nuvem com frequência compatível com o RPO
- Replicação de servidores para ambientes críticos (VM replication)
- Redundância de internet com failover automático
- Nobreak com autonomia mínima de 30 minutos
- Documentação de senhas, diagramas e procedimentos em local seguro
4. Documente os procedimentos
Para cada cenário de desastre, documente:
- 1Quem deve ser acionado (lista de contatos com telefones)
- 2Passos de contenção imediata
- 3Procedimento de restauração, sistema por sistema
- 4Critérios de validação (como confirmar que tudo voltou a funcionar)
- 5Comunicação interna e externa
5. Teste regularmente
- Teste de backup: mensal (restaurar arquivos específicos)
- Teste de failover: trimestral (simular queda de servidor ou link)
- Simulação completa: anual (simular desastre real e executar o plano)
Cenários que o plano deve cobrir
- Falha de servidor (hardware ou software)
- Ataque de ransomware
- Queda prolongada de energia
- Falha de link de internet
- Desastre natural (enchente, incêndio)
- Erro humano (exclusão acidental de dados)
- Roubo ou furto de equipamentos
Erros comuns em DRP
- Plano que ninguém conhece: documentado mas nunca apresentado à equipe
- Backup não testado: descobrir que o backup está corrompido durante a emergência
- Contatos desatualizados: ligar para números que não funcionam mais
- Dependência de uma pessoa: só o técnico sabe as senhas e procedimentos
- Nunca atualizado: plano feito há 3 anos que não reflete a infraestrutura atual
Aviso importante: Um plano de recuperação de desastres é um documento vivo. Deve ser revisado a cada mudança significativa na infraestrutura e testado regularmente. Plano desatualizado é quase tão ruim quanto não ter plano.
Conclusão
O plano de recuperação de desastres não é burocracia, é sobrevivência. Empresas que investem tempo e recursos em DRP se recuperam mais rápido, perdem menos dados e mantêm a confiança de clientes e parceiros mesmo diante de adversidades.
A Accertiva ajuda empresas em São Paulo a criar e testar planos de recuperação de desastres como parte da gestão completa de TI, incluindo backup em nuvem gerenciado. Não espere o pior acontecer.
Leia também
Precisa de ajuda com segurança da informação?
Fale com nossos especialistas e descubra como a Accertiva pode ajudar sua empresa.
Falar com Especialista